A moda muda. O estilo permanece.

Concurso do Iguatemi São Paulo leva vencedor para a Paris de Coco Chanel

coco_chanel

 

De 26/10 a 19/11, o Iguatemi disponibilizará em seu site o Hot Site especial Coco Chanel. Junto com ele, o concurso cultural A Moda Muda, Mas o Estilo Permanece.

Os participantes (qualquer um pode participar) deverão criar um texto de, no máximo, 10 linhas com a frase da estilista francesa que é famosa até hoje: “Chanel é antes de tudo um estilo. A moda muda. O estilo permanece”.

O autor do melhor texto ganhará uma viagem de quatro dias a Paris, com direito a acompanhante e uma visita ao apartamento onde viveu Coco Chanel, na rue de Cambon.

Concurso Cultural A Moda Muda, Mas o Estilo Permanece
Onde: http://www.iguatemisp.com.br (hot site Coco Chanel)
Prazo: de 26 de outubro a 8 de novembro

Fonte: Blog C´est Sissi Bon

Anúncios

Nem tudo é lindo em Paris

Será que eu me identifiquei com as fotos que peguei do blog Conexão Paris (recomendado ao lado) ou não?

metro

metro1

metro4

Imagina uma pessoa com a ilusão de guardar sua grande mala de rodinhas em um locker (armário) do aeroporto (ilusão pq eles não existem mais após o episódio de 11 de setembro) que compra uma mochilona, porque teoricamente iria começar um mochilão.

A teoria acaba quando a tal pessoa (esta jornalista que vos escreve) tem que achar meios de carregar sua grande mala que nesta hora parecia muito mais enorme do que realmente era e seu mochilão, pelas ruas da bela Paris em uma segunda-feira nada romântica, MUITO chuvosa… E para completar o metrô que não tem escadas rolantes e sim ENOOOORMES escadas (como você pode ver na foto)!!! Não sabia se eu ria, se chorava, se pensava em como subir ou descer com toda a bagagem diante daquela estação de metrô MUITO subterrânea (muito pelo meu gosto).

Até que em um ímpeto de não passar por mais perrengues (já tinha carregado toda a minha muamba pelo trem da Itália, subido e descido escada de albergue, enfim…) decidi pegar um táxi, detalhe: o taxista só falava francês e eu Bon jour, merci e olhe lá. Foi hilário, cômico se não fosse trágico e o pior: ele era falante e queria conversar (ele não tinha entendido que eu não parlè français de jeito nenhum).

Sei que com uma mistura de italiano, espanhol, português e o francês que ele dizia e sei lá como eu entendia conseguimos falar sobre a chuva “plu”, sobre uma viagem que ele fez a Veneza e sobre o trânsito de Paris (que não chega nem aos pés do de São Paulo). Eu não sei se ele entendeu tudo isso da nossa conversa, na verdade ele achava que eu era italiana, porque Brasil para ele não queria dizer nada (nem futebol, Ronaldinho, mulher bonita e pelada, NADA). rs

Agora olhem novamente para as fotos, vocês vão conseguir imaginar um pouquinho do sufoco que eu passei. Em um país que água chama eau e se pronuncia “ã” eu não duvido mais nada…

C’ est la vie!

É, é a vida… Há um ano eu estava na mágica Paris… Vivi dias maravilhosos, em pleno outono, na cidade luz, eu e uma amiga querida (gremista, gaúcha e brasileira) rs.

Saudosismo à parte, gostaria de comentar que achei o máximo São Paulo copiar uma iniciativa parisiense de sucesso: o aluguel de bicicletas. Espalhado por vários cantos da capital francesa, este projeto é um sucesso. Aqui em Sampa o programa MetroCiclista ainda está bem tímido, sendo disponibilizado em apenas 4 estações de metrô – Corinthians-Itaquera, Guilhermina-Esperança, Carrão (todas na zona leste de São Paulo) e Sé (região central).

O empréstimo é gratuito na primeira hora; após esse período, é cobrado um valor de R$ 2 por hora, que é debitado no cartão de crédito. Como garantia para a concessionária que idealiza a ação (Instituto Parada Vital),  cada empréstimo bloqueia no cartão de crédito R$350 na primeira bicicleta e R$50, por bicicleta adicional, (assim como é na Europa), após a devolução do equipamento em até 24h nada é descontado no cartão.

Na Europa o esquema é o mesmo, é ilusão pensar em bicicletário público, em qualquer país que seja. Na França, o valor pedido é de 150 euros e, mesmo assim, 20% das bicicletas do sistema francês são roubadas.

Ainda está em estudo alguma forma de realizar o empréstimo sem a necessidade do cartão, mas até o momento nada foi divulgado.

Au revoir!

Fonte: Folha de São Paulo

Procura-se pão francês

— É o pão do dia-a-dia no Brasil.
— E vocês o chamam de pão francês? Olha, acho que ele não existe na França.
— Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?
— Lamento te revelar isso assim, de sopetão.

Daniel Cariello

— Três pães, s’il vous plaît.

— Qual?

— Pão francês. Queria três, bem assados.

— Pão francês?

— Não tem?

— Aqui na França, tecnicamente falando, todos os pães são franceses.

— É aquele pãozinho pequeno assim, ó.

— O croissant?

— Não, não. É um que parece um zepelin, sabe?

— Baguete?

— Não, a baguete parece mais um submarino, e é grande. Esse é como uma baguete que encolheu.

— Voilà! É a mini-baguete.

— Menor ainda.

— É a mini-baguete cortada ao meio?

— Mas aí continua sendo uma mini-baguete, só que cortada ao meio.

— Tem razão.

— Imagina que a baguete é o pai.

— Tô imaginando.

— O pão francês é o filho gordinho.

— Nunca ouvi falar.

— É o pão do dia-a-dia no Brasil.

— E vocês o chamam de pão francês?

— Sim.

— Olha, acho que ele não existe na França.

— Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?

— Lamento te revelar isso assim, de sopetão.

— Estou chocado.

— Ainda temos a baguete. Quer?

— Vai, me dá uma.

— Qual? Normal, tradicional, integral, com cereais?

— Mas é difícil comprar pão por aqui, hein?

— O que você queria? Estamos na França. Temos dezenas de pães diferentes.

— Só não tem o pão francês.

— Esse não.

— Me dá uma baguete com cereais, então.

— Aqui está.

— Pode embrulhar?

— Hã?

— Colocar num saco.

— Aqui não…

— Já sei, não tem saco pro pão também.

— Isso.

— Vai me dizer que tenho que levá-lo debaixo do braço?

— Exatamente.

— Olha, mudei de idéia. Dá pra sair um misto-quente?

Daniel Cariello assina a coluna Chéri à Paris. Também mantém o blog Chéri à Paris e edita a Revista Brazuca.