Ser jornalista é ir além da profissão…

Jornalista não fala – informa
Não passeia – viaja a trabalho;
Não conversa – entrevista;
Não faz lanche – almoça em horário incomum;
Não é chato – é crítico;
Não tem olheiras – tem marcas de guerra;
Não se confunde – perde a pauta;
Não esquece de assinar – é anônimo;
Não se acha – ele já é reconhecido;
Não influencia – forma opinião;
Não conta história – reconstrói;
Não omite fatos – edita-os;
Não pensa em trabalho – vive o trabalho;
Não vai à festas – faz cobertura;
Não acha – tem opinião;
Não fofoca – transmite informações inúteis;
Não pára – pausa;
Não mente – equivoca-se;
Não chora – se emociona;
Não some – trabalha em off;
Não lê – busca informação;
Não traz novidade – dá furo de reportagem;
Não tem problema – tem situação;
Não tem muitos amigos – tem muitos contatos;
Não briga – debate;
Não usa carro – mas sim veículo;
Não é esquecido – é eternizado pela crítica;
Jornalista não morre – coloca um ponto final!

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Dia do Jornalista

Prá quem não sabe, ontem foi o Dia do Jornalista (um dos, porque a área é confusa até na hora de escolher a data que nos homenageia) e eu fui muito relapsa e nem postei nada que tenha a ver com o dia, mas se eu contar que ando bem confusa e o turbilhão que está passando na minha vida, tem a ver com a profissão, já fica tudo bem né? Logo eu, que sempre quis ser jornalista, não escrever nada sobre?

Que tal contar que eu desde muito pequena dizia que quando crescesse ia ser jornalista, tudo na minha mão virava microfone e todas as pessoas se tornavam entrevistados em potencial (rs), além de ser uma pentelha por estas atitudes eu ainda montava o “Jornal da Tati”, minha mãe e irmãs devem se lembrar, era um monte de sulfites grampeadas e com muitos recortes colados, embaixo de alguns ainda colocava a minha (importante) opinião sobre a figura. Pena não ter nenhum exemplar prá comprovar… Mas é sério, desde os 6 anos decidi que ia ser jornalista, até então queria ser médica, mas sangue, perdas, hospital, logo me fizeram mudar de idéia, então em um dia qualquer defini, sem muito rodeio que seria JORNALISTA quando crescesse.

E desde então cursei o primário, ginásio, colegial (sim, eu não fiz o Ensino Fundamental, nem o Médio, sou de 82, poxa vida) com a idéia na cabeça, o objetivo traçado… Em uma época até fiz aulas particulares de redação, para aprimorar a matéria que eu tirava as melhores notas. Antes disto, ganhei o concurso de redação do colégio, na 6ª série, aqui em São Paulo mesmo, no saudoso e secular Colégio São José que infelizmente fechou.

Ainda seguindo minha metas, no meio do 3º colegial, prestei UEL, Universidade Estadual de Londrina e no final do ano, só as públicas, USP, UNESP e UEL novamente. Até que fiz cursinho, o que me abriu demais a cabeça, não me arrependo nenhum pouco, foi um ano de muito estudo e reflexão, para organizar melhor meus objetivos e foi aí que eu decidi: vou fazer Letras e Jornalismo, uma vai complementar a outra, de cara entrei na Letras da USP, mas não entrei em nenhuma pública em Jornal, apenas passei em 4º lugar na Unitau, mas descartei, foi quando resolvi prestar no meio do ano Mackenzie e apesar de ter sido um curso novo da universidade, acho que foi uma excelente escola, o aluno de lá sai preparado para enfrentar o verdadeiro caos e a realidade nua e crua da nossa profissão, impressora que dá pau, edição de vídeo sem o be-a-bá de editores, na raça mesmo, trabalhos de última hora, enfim, quem quis, quem soube curtir a agitada vida que a facu oferece (e o Mackenzie em especial é perfeito nisto) e as lições que o próprio dia-a-dia nos deu, soube aproveitar tudo de bom que apareceu!!!

Parabéns aos amigos da facu, aos colegas de profissão com quem convivo diariamente, a aqueles com quem falo quase todos os dias (por e-mail ou telefone) e nem imagino como sejam ao vivo e a cores, enfim, parabéns jornalistas!!!