Relato dramático das últimas 24h de um motoboy morto em SP

Li na Revista Época de 3 novembro um relato dramático das últimas 24 horas de um motoboy morto no trânsito de São Paulo. Os fatos foram reconstituídos com base nos depoimentos da viúva, da sogra, de alguns amigos, do motorista do ônibus em que ele se chocou, um artista espanhol e o “pai adotivo” do moço, criador do Canal do Motoboy.

Para alguns, Alex é só mais um na estatística dos 18 mil motoboys que morrem por ano no Brasil até para a gente que anda no trânsito irritado com esses doidos que andam por entre os carros, buzinam e se enfiam nos becos mais estreitos das ruas. Mas conhecer o outro lado é chocante, saber que eles ganham por hora, que chegam a ter três empregos para um salário medíocre, que não têm direitos e que são pessoas como nós que tem família, um amor, sonhos e uma vontade de vencer.

As ruas pelas quais alex circulava fazem parte do meu dia-a-dia, talvez por isso eu tenha me chocado ainda mais, mas vou parar de me alongar, o relato já é grande o suficiente… Longo, triste e faz chorar no final…

Segue abaixo um trecho, mas clique aqui  para ler o relato na íntegra.

Meu nome é Alex Fabiano Vieira de Souza e a história que se segue é o relato de meu encontro com a morte. A história de minha vida ou de minhas últimas 24 horas antes de eu ser arrastado e esmagado pelo pneu dianteiro esquerdo de um ônibus da linha 177H – Horto Florestal, à 0h50. Minha última conversão foi à esquerda, da Avenida Rebouças para a Alameda Santos, num dos corredores mais movimentados de São Paulo. Foi bem em frente ao Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, no dia 20 de maio, que meu coração parou de bater. Depois de sentir o empurrão em meu ombro direito, não sei se do ônibus ou do destino, ainda tive tempo de ouvir o barulho estridente do metal do tanque de combustível da moto contra o asfalto sujo e frio da madrugada. Foi esse barulho o meu grito de socorro, foi esse ruído agudo e penetrante que fez o motorista parar. Ele parou. Mas não dava mais tempo. Como em uma entrega de fast-food, em que o tempo é cronometrado, o meu havia acabado.

O último dia de meus 32 anos começou como sempre. Ou quase como todos os outros dias. Vida de motoboy começa cedo, é preciso chegar antes às firmas para fazer mais entregas e, quanto mais entregas, mais horas a gente faz e mais dinheiro recebe. Coisa de R$ 5 por hora de trabalho (ou de trânsito). Eu já fiz até 15 horas num mesmo dia. Fora a noite, entregando pizza. Mas para isso é preciso sair da cama cedo. Nem sei se dava para ser diferente. Às 6h30, o barulho das freadas dos ônibus que sobem e descem a Martins Fontes sentido centro e Rua Augusta não dá trégua a quem chegou do trabalho às 2 da manhã. Tem isso, motoboy que faz entrega à noite pode ter família, mulher e criança pequena, que não importa. Ninguém chega em casa antes das 2 da manhã. Eu morava nessa rua, na Martins Fontes, com minha mulher, Priscila, num apartamento de 20 metros quadrados, de um dormitório e banheiro. Nessas quitinetes no centrão, o tanque fica ao lado da pia, dentro do banheiro. E nossas roupas tinham de ser estendidas num varal improvisado ali mesmo. Apesar do pouco espaço, minha mulher sempre foi caprichosa, nossa roupa sempre estava limpa, passada e perfumada. Quando eu escovava os dentes, além de meu rosto, via sempre no reflexo do espelho do gabinete nossas roupas no varal. No corredor de pouco menos de 5 metros ficavam a pia da cozinha e o fogão de duas bocas, onde a minha Princesa assava os bolos de coco que eu costumava comer na fôrma mesmo, antes de dormir. Em frente à cama, tínhamos um rack com uma televisão de 21 polegadas. Eram esses nossos móveis. Era o que cabia naquele espaço e em nosso bolso: pagávamos suados R$ 500 por mês de aluguel. (…)

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Pampili faz ação “Momentos Mágicos” em shoppings

A Pampili, indústria de calçados infantis femininos, presente no mercado há 20 anos, está realizando nos principais shoppings do Rio (capital) e de São Paulo (interior e capital) uma ação que tem como objetivo fortalecer a marca e ficar cada vez mais próxima de suas pequenas admiradoras: “Ação Momentos Mágicos”.

Em um espaço de 16m², cerca de 20 meninas por vez poderão desfrutar horas incríveis de fantasia e sonhos. Foi montada uma tenda cor-de-rosa, cuidadosamente pensada para que a contadora de histórias Vivian Catenacci, formada em Ciências Sociais pela PUC-SP, possa interagir com as visitantes e explicar o que é a Terra do Rosa e quem é a nova personagem da Pampili, a Nana Rosa, embaixatriz e porta-voz da marca.

Ao final, as participantes receberão uma coroa, pois entrarão na tenda normais e sairão de lá verdadeiras princesas. A idéia da Pampili é exatamente alimentar a alegria e a imaginação do mundo da menina.

Esta não é a primeira vez que a Pampili interage com as meninas, ano passado foi realizada a  “Ação da Penteadeira” nos principais shoppings de São Paulo, além de já ter apresentado uma peça de teatro para lojistas e representantes.

Veja abaixo o folder idealizado e produzido pela agência paulistana Tritone

Novo comercial da Pampili

Bom gente, hoje o release que eu e a Thaís enviamos para divulgar o novo comercial da Pampili (que está no ar a partir de hoje) bombou! Saiu em vários sites do trade publicitário: Meio&Mensagem, Clube de Criação, Portal da Propaganda, Portal da Propaganda.com, Comunique-se, Grupo de Mídia, Ad News, Ad on-line, Revista Publicitta, entre outros.

A criação é da Tritone e desta vez a idéia foi revelar um pouco mais sobre o mundo das meninas cheio de sonhos e fantasias. 

O filme mostra um cenário cheio de magia, onde três fofas cantam e dançam como “pop stars”, confira!