A primeira vez na home do Portal Administradores a gente nunca esquece

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Acabo de inaugurar minha coluna no Portal Administradores, nela vou escrever sobre Comunicação Corporativa e todas as suas ramificações. Estou animadíssima com a possibilidade de unir tantas paixões assim em uma só iniciativa: escrever, falar sobre comunicação corporativa, fazer pesquisa acadêmica e apresentar cases do meu dia a dia no mercado de trabalho.

Escolhi para o primeiro texto o tema “Endomarketing no terceiro setor como diferencial competitivo”, a ideia é mostrar como os funcionários são um importante e estratégico público para que as organizações sociais consigam desenvolver projetos multidisciplinares, gerar mudanças organizacionais, superar metas e produzir inovação.

Quem puder conferir, será um prazer!

http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/endomarketing-no-terceiro-setor-e-um-diferencial-competitivo/86507/

Acompanhe meus próximos artigos no Portal pelo meu canal lá: http://www.administradores.com.br/u/tatiana_molini/

Evolução da área de Recursos Humanos no Brasil

Com a Revolução Industrial, iniciou-se um processo de profissionalização do mundo corporativo, surgindo áreas como Planejamento, Comunicação e Recursos Humanos.

Para se diferenciarem, as organizações começaram a pensar em áreas que poderiam ajudar no sucesso dos negócios, estratégias bem definidas, comunicação interna em prol de funcionários parceiros, comunicação externa persuasiva e transparente, e principalmente uma área especializada em administrar as carreiras, os cargos, os salários, os benefícios, processos de seleção e organização de organogramas. Mais recentemente, pesquisa de clima, programas de estágio e trainee, informativos: a área de Recursos Humanos.

Achei na Internet a reprodução de uma palestra muito interessante que mostra como a área começou nos anos 30 no Brasil e como foi evoluindo no decorrer dos anos. Leia, é grandinho, mas muito interessante!

Evolução
Reflexão e crítica sobre o universo de Recursos Humanos desde o início da proliferação das empresas no Brasil até os tempos atuais. Esse foi o conteúdo da palestra ministrada em São Paulo pelo especialista Joaquim Patto, consultor da Mercer Human Resource Consulting e profissional com 40 anos de experiência na área.

Patto falou sobre “A Evolução do RH: da década de 30 do século XX até a 1º década do século XXI” e mostrou o quanto essa área já mudou de perfil – e as conseqüências dessas mudanças.

Em seu primeiro dia de trabalho como selecionador, na Light – nome da empresa estadual de energia elétrica na época -, em agosto de 1965, o especialista recebeu a seguinte orientação de seu chefe: ficar atento à carteira profissional do candidato e ao número de anos que ele tinha permanecido em cada empresa; fazer a entrevista bem de perto, para ver
se o candidato não cheirava a pinga e contar uma boa piada para fazê-lo rir e avaliar sua saúde a partir da qualidade de seus dentes.

Desde então, realmente muita coisa mudou nos processos de Recursos Humanos, porém o foco central – administrar pessoas – continua sendo o eterno desafio. Como fazer isso cada vez melhor? A evolução da área ao longo do tempo levou Patto ao conceito de “pensar o RH de forma diferente”. Conheça aqui as principais características do setor de Recursos Humanos desde a década de 30 e conheça a nova forma e pensar o RH:

Década de 30
O RH era constituído pelos donos das empresas. Inspirados no Fascismo, utilizavam-se da máxima “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Apesar da tirania, era uma área centrada nos resultados.

Década de 40
O RH era constituído por advogados, especialistas em entender as leis para não cumprí-las. Getúlio Vargas promulga a CLT, inspirada na carta fascista de Mussolini. Surgem as primeiras juntas trabalhistas e as primeiras reclamações. É um momento marcado pelo antagonismo entre as partes.

Década de 50
O RH era constituído por engenheiros. Fase de industrialização do País onde o RH se resume a estudos de tempo e movimento. Para as empresas, os Recursos Humanos não são pessoas, mas sim processos. Taylor e Fayol, autores da Teoria Geral da Administração e estudiosos da Administração como ciência são os gurus da época.

Década de 60
Costuma-se chamar de década perdida, já que a filosofia “Paz e Amor” dos hippies transformou-se no Brasil em “Paz dos sindicatos e amor da polícia”, brincou Patto numa referência ao surgimento dos sindicatos e à repressão da ditadura. As empresas descobrem o trabalho em equipe e pela primeira vez não fazem RH pensando só em si mesmas mas
principalmente no sindicato patronal e no de funcionários.

Década de 70
O RH é constituído por Administradores de empresas e segundo o palestrante, muitos deles cometeram vários erros. “Eles mediam o próprio poder pelo tamanho da estrutura que tinham para gerenciar, então os organogramas das corporações eram imensos e inchados
desnecessariamente”, conta Patto.

Década de 80
O RH é constituído por psicólogas, em princípio capazes de gerenciar a crise existencial que abate nos profissionais do setor. A origem dessa crise está no nascimento de um RH revolucionário, preocupado com os parceiros internos, descobridor das pessoas como os verdadeiros recursos humanos e dos interesses dos acionistas, mas ao mesmo tempo
incapaz de lidar com tudo isso e com processos, leis e sindicatos ao mesmo tempo.

Década de 90
Surgem novas idéias e a contradição RH mocinho X RH bandido. Década das fusões, aquisições e terceirizações. Nasce o serviço de Outplacement como tentativa de minimizar os efeitos das demissões. Os profissionais de RH buscam, muitas vezes equivocadamente, metodologias para integrar as pessoas, aliviar o stress, testar os limites e abrir cada ser humano por completo diante de seus colegas. Algumas dessas ferramentas provocaram uma superexposição nada benéfica das pessoas em seus ambientes de trabalho. Com isso, o comprometimento e a credibilidade da área ficam abalados e a crise continua.

1º década do século XXI
É o momento de pensar o RH de forma diferente.

Fonte: Juliana Ricci

Já ouviu falar em Educação Corporativa?

As organizações estão cada vez mais preocupadas com o bem-estar do funcionário, assim começa mais uma palestra de Waldez Ludwig, consultor em gestão empresarial. De forma bem-humorada e inteligente, este Analista de Sistemas com formação em Psicologia e Teatro traça os perfis dos funcionários, das empresas, do mercado de trabalho, dos mais diferentes consumidores, enfim…

Com uma visão de negócio incrível é conhecido no meio corporativo por ser a melhor parte dos eventos, ele fala o que todo mundo sabe, mas nunca pára para pensar, e o melhor, faz tudo isto de maneira descontraída e muito próxima à realidade da maioria da platéia.

E ainda dá dicas valiosas como “Goste do que faz no trabalho”, este é o segredo, não faça o que gosta, porque corre o risco de não trabalhar! Humor à parte, Waldez manda bem. No Youtube tem um monte de vídeos dele, inclusive entrevistas com o Jô e Leda Nagle. Veja a primeira parte da entrevista dele no Jô!