Palavras mais encontradas

Falta do que fazer? Prefiro chamar de curiosidade…

Resolvi olhar no google.com.br – o mais importante site do busca do momento, quais são as duas palavras mais encontradas com cada letra do alfabeto e cada número de 0 a 9.  Por curiosidade muitas marcas estão nesse ranking, no topo está o número “00” com mais de 4 trilhões de resultados, seguido da palavra “net”.  Confira:

A

amor – 220.000.000

avon – 49.500.000

B

bol – 79.000.000

barbie – 72.400.000

C

claro – 110.000.000

caixa – 56.100.000

D

disney – 198.000.000

dicionário – 14.000.000

E

extra – 625.000.000

emoticons – 63.700.000

F

ford – 322.000.000

fiat – 111.000.000

G

gmail – 235.000.000

google earth – 109.000.000

H

hp – 584.000.000

hotmail – 399.000.000

I

ig – 84.800.000

imagens – 68.700.000

J

jogos – 85.000.000

jogos de futebol – 11.900.000

K

kaspersky – 52.700.000

kelly key – 4.850.000

L

lg – 387.000.000

letras – 106.000.000

M

msn – 980.000.000

mensagens – 68.500.000

N

net – 4.610.000.000

nokia – 384.000.000

O

orkut – 48.000.000

o dia – 25.300.00

P

poemas – 18.300.000

piadas – 6.470.000

Q

quem – 658.000.000

queen – 249.000.000

R

record – 673.000.000

receitas – 12.400.000

S

submarino – 11.200.000

sbt – 7.270.000

T

tim – 299.000.000

tam – 262.000.000

U

uol – 43.900.000

unip – 5.000.000

V

vídeos – 1.580.000.000

vivo – 137.000.000

X

xbox360 – 183.000.000

xuxa – 4.990.000

Y

yahoo – 2.510.000.000

yahoo.com – 1.760.000.000

W

www.youtube.com.br – 623.000.000

wikipedia – 249.000.000

Z

zelo – 26.500.000

zap – 23.400.000

1

100video – 936.000.000

2

2009 – 2.340.000.000

3

3d – 480.000.000

4

4rodas – 19.300.000

5

5 a sec- 225.000.000

6

69 – 1.080.000.000

7

7 things – 581.000.000

8

8 de dezembro – 23.900.000

9

97fm – 79.000.000

0

00 – 4.810.000.000

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O menino está fora da paisagem por Arnaldo Jabor

O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse. A miséria nos lembra que a desgraça existe e a morte também. Como quero esquecer a morte, prefiro não olhar o menino. Mas não me contenho e fico observando os movimentos do menino na rua. Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meio-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros.

Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. O menino mendigo vê tudo de baixo. Está na altura dos cachorros, dos sapatos, das pernas expostas dos aleijados. O ponto de vista do menino de rua é muito aguçado, pois ele percebe tudo que lhe possa ser útil ou perigoso.

Ele não gosta de ideias abstratas. Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete despejar o lixo…” ou “estão dormindo no meu caixote…”
Se pudéssemos traçar uma linha reta de cada olhar do menino mendigo, teríamos bilhões de linhas para o lado, para baixo, para cima, para dentro, para fora, teríamos um grande painel de imagens. E todas ao rés-do-chão: uma latinha, um riozinho na sarjeta, um palitinho de sorvete, um passarinho na árvore, uma pipa, um urubu circulando no céu. Ele é um espectador em 360 graus. O menino de rua é em cinemascope. O mundo é todo seu, o filme é todo seu, só que não dá para entrar na tela.

Ou seja, ele assiste a um filme “dentro” da ação. Só que não consta do elenco. Ele é um penetra; é uma espécie de turista marginal. Visto de fora, seria melhor apagá-lo. Às vezes, apagam. Se não sentir fome ou dor, ele curte. Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença.

Antigamente não o víamos, mas ele sempre nos viu. Depois que começou o medo da violência, ele ficou mais visível. Ninguém fica insensível a ele. Mesmo em quem não o olha, ele nota um fremir quase imperceptível à sua presença.

Ele percebe que provoca inquietação (medo, culpa, desgosto, ódio). Todos preferiam que ele não estivesse ali. Por quê? Ele não sabe.

Evitamos olhá-lo; mas ele tenta atrair nossa atenção, pois também quer ser desejado. Mas os olhares que recebe são fugidios, nervosos, de esguelha.

Vejo que o menino se aproxima de um grupo de mulheres com sacolas de lojas. Ele avança lentamente dando passos largos e batendo com uma varinha no chão.

Abre-se um vazio de luz por onde ele passa, entre as mulheres – mães e filhas. É uma maneira de pertencer, de existir naquela família ali, mesmo que “de fora”, como uma curiosidade. Assim, ele entra na família, um anti-irmãozinho que chega. As mães não têm como explicar aos filhos quem ele é, “por que” eles não são como “ele” (análise social) ou por que “ele” não é como nós (analise política).

Porém, normalmente, mães e pais evitam explicações, para não despertar uma curiosidade infantil que poderia descer até as bases da sociedade – que os pais não conhecem, mas que se lhes afigura como algo sagrado, em que não se deve mexer.

O menino de rua nos ameaça justamente pela fragilidade. Isso enlouquece as pessoas: têm medo do que atrai. Mais tarde, ele vai crescer… e aí?
O menino de rua tem mais coragem que seus lamentadores; ele não se acha símbolo de nada, nem prenúncio, nem ameaça. Está em casa, ali, na rua. Olhamos o pobrezinho parado no sinal fazendo um tristíssimo malabarismo com três bolinhas e sentimos culpa, pena, indignação. Então, ou damos uma esmola que nos absolva ou pensamos que um dia poderá nos assaltar.

Ele nos obriga ao raríssimo sentimento da solidariedade, que vai contra todos os hábitos de nossa vida egoísta de hoje. E não podemos reclamar dele. É tão pequeno… O mendigo velho, tudo bem; “Bebeu, vai ver a culpa é dele, não soube se organizar, é vagabundo”. Tudo bem. Mas o mendigo menino não nos desculpa porque ele não tem piedade de si mesmo.

Todas nossas melhores recordações costumam ser da infância. Saudades da aurora da vida. O menino de rua estraga nossas memórias. Ele estraga a aurora de nossas vidas. Por isso, tentamos ignorá-lo ou o exterminamos. Antes, todos fingiam que ele não existia. Depois das campanhas da fome, surgiram olhares novos. Já sabemos que ele é um absurdo dentro da sociedade e que de alguma forma a culpa é nossa.

Ele tem ao menos uma utilidade: estragando nossa paisagem presente, pode melhorar nosso futuro. O menino de rua denuncia o ridículo do pensamento ‘genérico-crítico’ – mostra-nos que uma crítica à injustiça tem de apontar soluções positivas. Ele nos ensina que a crítica e o lamento pelas contradições (como estou fazendo agora) só servem para nos “enobrecer” e “absolver”. Para ele, nossos sentimentos não valem nada.

E não valem mesmo. Mesmo não sabendo nada, ele sabe das coisas.

Fonte: O Estado de S. Paulo 14/04/09

Bazar do bem possível

O Projeto Arrastão, a Casa do Zezinho, entre outras organizações que integram a Rede Nossas Crianças da Fundação Abrinq, estarão na 6ª edição do Bazar do Bem Possível. Na ocasião o Arrastão apresentará modelos novos e consagrados das suas bolsas coloridas e estampadas, confeccionadas com lona de painel publicitário.

Além da exposição de diversos produtos, esta edição do Bazar conta com apresentações artísticas, oficinas de artesanato, espaço de leitura e contação de histórias, atividades que serão realizadas pelas 90 instituições sociais participantes. A atleta olímpica Daiane dos Santos, campeã mundial de ginástica artística, é a madrinha do evento.

O Bazar do Bem Possível contribui para a manutenção dos programas e projetos realizados por 90 organizações que participam da feira.

Faça a sua visita, a entrada é gratuita!

Quando? 3 de abril das 10h às 19h e 4 de abril das 10 às 18h
Onde? Esporte Clube Pinheiros Rua Tucumã, 36 (esquina com a Av. Brigadeiro Faria Lima)

Trabalho infantil: vamos combater este mal!

Crianças gastam os anos valiosos da infância não em brincadeiras ou na escola, desenvolvendo sua criatividade e potencialidade de trabalho, mas nos canaviais, nos lixões, nos semáforos, pedreiras, sisaleiras, plantações, fábricas e em casas de família, realizando serviços domésticos.

Nas empresas de porcelana, respiram o ar cheio de pó de sílica, nas indústrias de calçados, convivem com a cola de sapateiro, em cada um dos ofícios mudam-se apenas os riscos aos quais cada uma das pequenas vítimas de trabalho infantil está exposta, mas todas têm em comum os prejuízos impostos pelo trabalho precoce.

É para mudar situações como essa que a Fundação Abrinq trabalha. Mostre que você se importa, não contrate nenhum menor de 14 anos, conscientize seus fornecedores de fazerem o mesmo e colabore com a Fundação Abrinq que atua para que muitos pequenos brasileiros brinquem e estudem ao invés de trabalhar.

Mais sinformações no site www.fundabrinq.org.br

Mostre que você se importa

“Crianças sempre surpreendem com verdades que são ditas espontaneamente e ‘pegam de jeito’ os adultos”. Com esse mote, a Fundação Abrinq acaba de lançar a campanha Verdades Infantis que pretende mobilizar a sociedade a olhar para as crianças que precisam.

Quer saber como ajudar? Adotando financeiramente uma criança! Funciona assim: o contribuinte que fizer doações mensais de R$85,00 garantirá que uma criança receba educação e proteção em uma das organizações sociais de atendimento direto apoiadas pela Fundação Abrinq e com R$170,00 mensais o atendimento é em período integral.

Se preferir, pode fazer doações de qualquer valor e ajuda a manter as atividades da Fundação Abrinq. Para doar acesse http://www.doeagora.org.br ou ligue 0300 10 12345″