O curioso caso de Benjamin Button

Faz tempinho que assisti ao novo filme do Brad Pitt: O curioso caso de Benjamin Button, mas ando trabalhando tanto, que postar tem sido difícil. São quase 3 horas de muita emoção e de uma história muito inteligente, você nem se lembra que ficou três horas sentado…

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Mas achei no blog da Luana Piovani, um texto de autoria do Chaplin que é uma espécie de premonição do que é o filme: uma vida ao contrário! Na verdade acredito que o Chaplin foi bastante otimista invertendo a ordem natural das coisas, a história de nascer velho e falecer bebê pareceu bem mais complexa no filme, Benjamin não pôde criar a filha, se casou, mas teve que se separar logo, nenhuma amizade duradoura (seus amigos eram todos idosos), enfim, breves parecem ter sido todas as suas relações…

A real é que a morte é a única certeza, nasça-se velho ou bebê, mas há uma lição de aproveitamento da vida no filme, incrível!
Fiquemos com as palavras do sábio Chaplin:

“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?”