Dê o exemplo: há crianças espelhando-se em você

20/08/2009. Sem-categoria. Deixe um comentário.

Novo filme Verdades Infantis

18/08/2009. Tags: , . Terceiro Setor. Deixe um comentário.

Acervos digitais

A Biblioteca de Alexandria foi, na Antiguidade, a maior fonte de conhecimento e cultura da humanidade. A ideia de um prédio que abarcasse toda a produção humana foi objeto de sonho ao longo dos séculos. Agora esta biblioteca tem sido reconstruída cotidianamente e está ao alcance de qualquer cidadão.

Inúmeros projetos que pretendem digitalizar acervos de bibliotecas e museus têm proliferado na rede e o Brasil é um dos principais representantes mundiais nesse trabalho. Aqui, o professor poderá conhecer projetos nacionais e internacionais,  todos em português, que vêm proporcionando arquivos digitalizados, como livros, documentos históricos, filmes e obras de arte. Essas são fontes confiáveis de pesquisa que podem ser sugeridas a seus alunos ou usadas em sala de aula.

Biblioteca Nacional ­­­do Brasil
www.bn.br/bndigital
Criada em 2006, a Biblioteca Digital Nacional é um dos maiores acervos digitais  mundiais. O acervo conta com obras raras e um ótimo sistema de busca, que classifica as obras por: autor, título, assunto, local de publicação, data, tipo de publicação e coleção.

Obras raras
www.obrasraras.usp.br
A Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais da Universidade de São Paulo tem facilitado o acesso a livros raros que estão espalhados pelas várias bibliotecas da instituição. Os critérios escolhidos para a seleção do material foram o estado de conservação, peculiaridades físicas ou de conteúdo, além de terem sido privilegiadas as obras que não podiam ser acessadas por qualquer pesquisador. O acervo contabiliza 42 mil livros completos e digitalizados, além de capas e partes de obras. A coleção abrange publicações que vão do século XV ao XVII.

Domínio público
www.dominiopublico.gov.br
O Portal Domínio Público, criado pelo Ministério da Educação, tem 122.543 arquivos, entre textos, imagens, sons e vídeos. O acervo é composto por obras que já se encontram em domínio público ou que tiveram licença para ser publicadas. O portal oferece, além das obras, páginas especiais para os principais autores. Machado de Assis, por exemplo, tem toda a sua produção literária publicada no portal e um site especial com cronologia, bibliografia, vídeos e um espaço dedicado para a opinião do leitor chamado “postagens”.

Bibvirt
www.bibvirt.futuro.usp.br
A Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa é um projeto desenvolvido pela Escola do Futuro da Universidade de São Paulo. O acervo da BibVirt, como é conhecido o portal, é constituído por imagens, sons, textos e vídeos e separado por outros tópicos, facilitando a pesquisa do usuário. Todo o material publicado já faz parte do domínio público e pode ser reproduzido livre e legalmente.

Biblioteca Nacional de Portugal
http://purl.pt
O acervo digital da Biblioteca Nacional de Portugal especializou-se na digitalização de obras raras e em estado de conservação ruim, que, muitas vezes, não podiam ser manuseadas. A maior parte do material é de iconográficos e de obras cartográficas. As digitalizações abrangem, também, jornais portugueses, enciclopédias e dicionários do período que vai do século XIV ao XVII. O acervo é constituído por 35% de material artístico, 35% de história e geografia, 12% de ciências sociais, 11% de ciências aplicadas e 4% de literatura e linguística. A maior parte do material digitalizado pode ser acessado gratuitamente.

World Digital Library
www.worlddigitallibrary.org
Na 37ª Conferência-Geral da Unesco, em outubro de 2007, foi lançado um protótipo da Biblioteca Mundial Digital. O site ganhou uma versão definitiva este ano e pode ser acessado nas seis línguas oficiais das Nações Unidas (árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol) e também português. O acervo é constituído por manuscritos, mapas, livros raros, filmes, pinturas, fotografias e desenhos arquitetônicos. Todo o material oferecido é primário, sendo assim, nada é traduzido. No entanto, a busca e toda a interface do site podem ser visitadas em português. As obras estão organizadas por localidade, tempo histórico, assunto, material pesquisado e instituição que forneceu os arquivos digitalizados.

Europeana
www.europeana.eu
A biblioteca digital da União Europeia ainda está em fase de protótipo, no entanto, seu recente lançamento foi um grande sucesso. No dia da estreia do site os acessos foram tantos que o portal teve de sair do ar por algumas horas. A proposta do Europeana é reunir todo o acervo das principais instituições culturais da Europa, como a British Library, em Londres, e o Louvre, em Paris. O site, que terá sua versão 1.0 lançada em 2010, pretende reunir um total de 10 mil objetos digitalizados. Por enquanto, a maior parte do material disponível no site é originário da França. A navegação pelo portal pode ser feita em português, ou qualquer outra língua dos países membros da UE. O acervo é constituído por imagens, textos, sons e música. O site oferece um sistema de busca cronológico (que está em fase de desenvolvimento) e a possibilidade de se fazer um cadastro. O usuário cadastrado tem um espaço pessoal chamado My Europeana, em que pode guardar pesquisas, marcar itens favoritos ou sublinhar conteúdos e adicioná-los às suas pastas.

Fonte: Carta na Escola – agosto de 2009

18/08/2009. Tags: , , . dicas. Deixe um comentário.

MTV: Dossiê Universo Jovem 4 – Sustentabilidade

Clique aqui e confira!

12/08/2009. Sem-categoria. Deixe um comentário.

Obrigada Pampili!

Há uma semana recebi um kit super fofo da Pampili: um caderno e uma caixa de bombons. O presente veio em agradecimento aos posts que divulgam a empresa, algumas ações, as campanhas e os produtos.

DSC05570Fiquei impressionada com a delicadeza e com a iniciativa de reconhecer quem divulga a marca espontaneamente como eu. Tal ação demostra que eles estão antenados ao que falam delese sabem como retribuir!

É isto aí, há empresas que reconhecem o valor de uma divulgação espontânea em blogs, twitters e facebooks da vida e elas estão mais do que certas, porque as mídias sociais têm um poder incrível, com elas é possível construir, fazer crescer e derrubar marcas (muito mais do que se imagina)!!!

Mais uma vez, obrigada Pampili!

08/08/2009. Tags: . Sem-categoria. Deixe um comentário.

As Dez Estranhezas do Acordo Ortográfico

As aulas de ortografia e acentuação não são as mesmas. Antes do Acordo Ortográfico, todos – professores e alunos – entravam “em acordo”.

Agora, estes últimos, diante das regras que são expostas em sala de aula, mostram-se apreensivos, desconfiados e, o que é pior, mais resistentes à aprendizagem da “última flor do Lácio”.
 
Diante desse cenário desafiador, cabe a nós, professores, convencê-los de que as estranhezas do Acordo Ortográfico “podem” se tornar algo corriqueiro.

A bem da verdade, “deverão” assim se tornar, uma vez que não nos restaram alternativas: a partir de 1° de janeiro de 2013, o “estranho” passará a ser oficial.
 
Em razão disso tudo, tenho sugerido em sala de aula uma espécie de “gincana”: a escolha pelos alunos das “dez mais” do Acordo.

A expressão “dez mais” significa aquele rol de palavras modificadas que têm provocado maior grau de espanto; que tem levado o usuário a questionar “será mesmo?”; que o tem instado, em suma, a duvidar de que tudo aquilo possa ser verdade…
 
Deixei os alunos opinarem, o que para nós, professores, é muito importante. É claro que o recurso pedagógico tem um bom propósito: tornar mais “leve”, com a dose certa de comicidade, o que tem se mostrado duro… “de roer”: a nova ortografia imposta pela Academia Brasileira de Letras (ABL).
 
Aproveito este momento para revelar o resultado que obtive, na última semana, em uma sala de aula de concursandos. Segue adiante a curiosa classificação, em ordem decrescente, conforme consegui apurar:
 
10° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
MICROONDAS   -   MICRO-ONDAS
COMENTÁRIO: antes do Acordo, escrevia-se “microondas”, sem o hífen. Este sinalzinho apareceu para evitar “a briga” das duas vogais, separando-as, mas tem provocado maior confusão em sala de aula. Agora se escreve com hífen (MICRO-ONDAS). O mesmo fenômeno ocorreu com o ultrapassado “microônibus”, que agora cede passo à forma hifenizada “micro-ônibus”.
 
9° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
ELE PÁRA PARA VER.   -   ELE PARA PARA VER.
COMENTÁRIO: no campo do acento diferencial, não mais se distingue a forma verbal “PARA” – antes, com o acento agudo – da preposição “PARA”. Agora ambas as formas são grafadas da mesma forma, sem o acento agudo que as diferenciava. Cabe ao usuário perceber, por conta própria, a função sintática dos termos e distingui-los. Que desafio! Perceba o exotismo da forma “ele para para ver”! Será que vai pegar? Preferimos “pagar pra ver”…
 
8° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
AUTO-ESCOLA  -  AUTOESCOLA
COMENTÁRIO: quem quer aprender a dirigir veículos, deve agora “se guiar” bem… Não mais há hífen para AUTOESCOLA. Tenho recomendado: “tire a carteira” na autoescola e aproveite para também “tirar o hífen”…
O mesmo raciocínio se estende para INFRAESTRUTURA: antes, grafada com hífen, mas agora grafada dessa forma.
 
7° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
PÁRA-QUEDAS  -  PARAQUEDAS
COMENTÁRIO: a curiosidade mostra sua força em PARAQUEDAS. Antes do Acordo, escrevia-se com o acento agudo no primeiro elemento (“pára-”) e com hífen (“pára-quedas”). Agora devemos suprimir o acento e unir tudo em PARAQUEDAS.
O problema é que isso não vale para outras situações análogas, o que seria razoável: o “pára-lama”, o “pára-choque” e o “pára-brisa” de ontem perderam o acento no primeiro elemento, mas mantiveram o hífen em PARA-LAMA, PARA-CHOQUE e PARA-BRISA. Quanta uniformidade, hein?
 
6° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
ANTI-SOCIAL  -   ANTISSOCIAL
COMENTÁRIO: o hífen existia antes do Acordo no prefixo anti- quando a palavra posterior iniciava-se por -h, -r ou -s. Assim, escrevia-se “anti-social”, para indicar os seres arredios de contatos sociais. A nosso ver, tais pessoas, geralmente “estranhas”, ficarão bem mais esquisitas com a forma ANTISSOCIAL… Você não acha?
 
5° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
CONTRA-RAZÕES   -   CONTRARRAZÕES
COMENTÁRIO: o hífen existia antes do Acordo no prefixo contra- quando a palavra posterior iniciava-se por -h, -r, -s ou vogal. Assim, escrevia-se “contra-razões”, ainda que se tratasse de um neológico termo jurídico, não aceito pela Academia Brasileira de Letras, no Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa (4ª edição). Antes preocupávamos com o prazo delas, no ambiente forense; agora, devemos prestar atenção ao prazo e também à grafia: recomenda-se escrever CONTRARRAZÕES, sem o hífen e com a duplicação da letra -r.
O mesmo raciocínio se estende a outros prefixos, quando antecederem as letras -s e -r. Portanto, agora se escreve semissoberania e semisselvagem, arquirrival, contrarregra e contrassenso, ultrassom, entre outros casos.
 
4° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
CO-AUTOR e CO-AUTORA  – COAUTOR e COAUTORA
COMENTÁRIO: as lides agora deverão ter “mais unidos” os integrantes do mesmo lado da relação jurídico-processual… Escrevem-se, sem hífen, COAUTOR e COAUTORA. Os operadores do Direito devem procurar se acostumar às formas, em plena “coautoria de esforço” para a assimilação da novidade…
 
3° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
CO-RESPONSÁVEL  -  CORRESPONSÁVEL
COMENTÁRIO: aqui apareceu a “medalha de bronze”. Este é mais um caso de supressão do hífen, que deu lugar a um termo de grafia pouco estética: CORRESPONSÁVEL. Na mesma linha, seguem os termos relacionados: corresponsabilidade, corresponsabilizar, corresponsabilizante e corresponsabilizável.
 
2° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
CO-HERDEIRO  -  COERDEIRO
COMENTÁRIO: os alunos escolheram a forma COERDEIRO, agora escrita sem o hífen e sem o -h, como a novidade merecedora da “medalha de prata” do exotismo… Tenho sugerido um macete: esquecendo-se da grafia imposta pela ABL, pense naquele carneirinho novo e tenro, chamado “cordeiro”. Basta escrever este nome e inserir a vogal -e entre as letras -o e -r! Descobrirá a forma recomendada: COERDEIRO. Que estranha “herança” o novo Acordo nos deixou…
 
1° lugar
O QUE ERA…O QUE PASSA A SER…
CO-RÉU e CO-RÉ  -  CORRÉU e CORRÉ
COMENTÁRIO: e, como “medalha de ouro”, houve uma unanimidade na escolha do termo mais extravagante. Todos escolheram as novas formas CORRÉU e CORRÉ. De tão diferentes, dispensam comentários. Merecem, sim, que se dê “tempo ao tempo”, a fim de que o operador do Direito possa acreditar que terá mesmo que as utilizar na lide. Paciência… Aliás, os latinos já diziam: “Com tempo e perseverança, tudo se alcança”.
 
Como se notou, a divertida “gincana” permitiu que se escolhessem as “dez mais” do Acordo, como indicadoras do sério desafio que nós, professores, estamos assumindo em sala de aula para continuar a demonstrar que Olavo Bilac tinha razão: nossa língua, apesar de “inculta”, continua a ser bela…

Fonte: Beckhauser
Publicado no Recanto das Letras

07/08/2009. Tags: . curiosidades. 1 comentário.