O problema de um é problema de todos quando convivemos em equipe
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha, disse: – Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me incomoda. O rato foi até o porco e lhe disse: – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira! – Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces. O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse: – O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não! Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia caído na ratoeira. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo (pequeno facão) e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
O que acontece em toda a empresa ou no mundo inteiro diz respeito a cada um de nós porque, de alguma forma nos afeta. Metaforicamente, a Teoria do Caos diz que “uma borboleta batendo asas na Amazônia pode provocar um furacão no Texas”.
Isso pretende reforçar a ideia de que o mundo está conectado e todos seus habitantes interagem, independente das distâncias. Assim também são nas empresas, pois o seu processo interfere no do seu colega ao lado e não adianta pensar nem dizer que “eu não tenho nada com isso” ou “cada um que cuide de si”. “Pois o problema de um é problema de todos quando convivemos em equipe.”
A maioria dos profissionais vive a maior parte do seu tempo no local de trabalho, muito mais do que com sua família. Diante disso, o mínimo que cada um pode fazer é contribuir para que esse local de trabalho, sem prejuízo do profissionalismo, seja gratificante, agradável, harmonioso – e para isso é fundamental a convivência pacífica e produtiva com os colegas e com as chefias.
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